Começam acordos com gráficas investigadas pelo Gaeco em Uberlândia; oitivas seguem no MPMG

Treze donos de gráficas foram presos nesta segunda (17); veja primeiros acordos após operações que apura desvio de verba de gabinete no uso de notas fiscais frias de gráficas. Ao todo, 21 mandados de prisão contra vereadores foram cumpridos.


Por Fernanda Vieira, MG1 em 18/12/2019 às 18:31 hs

Começam acordos com gráficas investigadas pelo Gaeco em Uberlândia; oitivas seguem no MPMG
Foto: Pedro Torres/G1

Gráficas de Uberlândia investigadas na Operação "Má Impressão" começaram a fazer acordos com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) após passarem por oitivas.

Ao todo, 13 mandados de prisão temporária foram cumpridos e, até a manhã desta quarta-feira (18), oito empresários foram ouvidos. A denúncia é sobre desvio de recursos da verba de gabinete da Casa por meio de uso de notas fiscais frias de gráficas.

Segundo promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), algumas negaram o crime e outras confessaram ter emitido notas frias, se comprometendo a devolver os valores aos cofres públicos (veja balanço parcial).

Veja posicionamento dos investigados na operação

Acordos até agora

Segundo o Gaeco informou em entrevista ao MG1 nesta quarta, a gráfica RB Gráfica e Comunicação Visual fez acordo de R$ 1 milhão, dividido em 50% para Câmara e 50% para a Prefeitura, em materiais gráficos direcionados para secretarias, como Educação por exemplo.

A Art Nova Vieira Santos também fez acordo e vai pagar R$ 100 mil em multas. A JD Gomes assumiu a culpa e confirmou que fechou acordo e vai devolver o que causou de prejuízo à Câmara. O valor não foi revelado.

As gráficas Roosevelt e Maxicron negaram qualquer tipo de irregularidade. O proprietário da Roosevelt disse que não emitiu duas notas apresentadas por vereadores e isso deverá ser esclarecido na oitiva desta quarta feita com os parlamentares. Já o dono da Maxicron afirmou que cumpria integralmente todo o serviço contratado e repassava o cheque endossado.

Outras gráficas serão ouvidas nesta tarde com a possibilidade de novos acordos.

"Basicamente, por enquanto, são estas. Já estamos tendo também representação de outras gráficas. O que chama atenção é que no caso dos desvios é que os pagamentos eram feitos de forma rotineira em espécie. Questionados, os vereadores dão as desculpas mais esfarrapadas possíveis", afirmou o promotor Daniel Marotta, sobre como ocorria o modus operandi do esquema.

Ao todo, 21 vereadores também são investigados e maior parte segue preso. Eles já começaram ser ouvidos; Flávia Carvalho (PDT) firmou acordo e fez o compromisso de renunciar ao mandato no legislativo municipal.

Posicionamento depois do acordo

Após os acordos, as empresas citadas foram procuradas pela produção da TV Integração. A defesa da RB disse que, por enquanto, não quer se manifestar. A Vieira Santos não atendeu as ligações durante a manhã.

A JD Gomes confirmou que fechou acordo e vai devolver os valores à Câmara. A defesa da Maxicron também não atendeu a ligação. A gráfica Roosevelt reforçou que nega a participação e disse que não quer se manifestar.

 

Gaeco na Câmara

 

Vinte vereadores de Uberlândia foram presos nesta segunda-feira (16) em duas operações do MPMG contra irregularidades na Câmara Municipal em desvios de recursos públicos. Nesta terça-feira (17), o 21º parlamentar, que estava foragido, se entregou à Justiça.

Um dos presos já estava em unidade prisional na cidade. Outro parlamentar foi alvo da Operação "Guardião", que investiga fraude em contrato de vigilantes da Câmara. Além de vereadores, empresários de gráficas, funcionários da Casa e assessores de gabinete também foram presos.



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