Produtores do Triângulo Mineiro são beneficiados com projeto federal para recuperação do Cerrado

Nove cidades da região foram selecionadas para participar do programa. Produtores rurais devem procurar o Sindicato Rural da cidade para manifestar interesse.


Por G1 Triângulo e Alto Paranaíba em 08/10/2019 às 18:50 hs

Produtores do Triângulo Mineiro são beneficiados com projeto federal para recuperação do Cerrado
Caio Sérgio de Oliveira fala sobre o programa 'Paisagens Rurais' para produtores do Triângulo Mineir

Foi lançada nesta terça-feira (8), em Uberaba, a etapa estadual do projeto "Gestão Integrada da Paisagem no Bioma Cerrado", que faz parte projeto nacional "Paisagens Rurais". Nove cidades do Triângulo Mineiro (Uberaba, Uberlândia, Campina Verde, Campo Florido, Gurinhatã, Ituiutaba, Prata, Monte Alegre de Minas e Veríssimo) serão contempladas com a iniciativa, lançada em abril pelo governo federal.

O propósito é fortalecer a adoção de ações de conservação e recuperação ambiental, além de práticas agrícolas sustentáveis ​​de baixa emissão de carbono em bacias hidrográficas do bioma Cerrado.

No Triângulo Mineiro, são oferecidas 250 vagas divididas em dez grupos com 25 produtores cada, segundo o gerente da Regional Uberaba do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Minas), Caio Sérgio de Oliveira. As oportunidades são destinadas a profissionais da pecuária de corte e produtores de leite.

"Vamos trabalhar aspectos como produção, gestão e crescimento profissional e técnico do produtor. Em paralelo, teremos a sustentabilidade ambiental, recuperando passivos ambientais dentro da propriedade do beneficiado", explicou o gerente, pontuando a importância da melhoria na produção final do produto e da recuperação ambiental.

O candidato deve procurar o Sindicato Rural da cidade para manifestar o interesse em fazer parte do projeto. A expectativa é de que a assistência técnica comece em janeiro de 2020 e que outras cidades do Estado também sejam contempladas.

Paisagens Rurais

 

O projeto "Paisagens Rurais" é coordenado pelo Serviço Florestal Brasileiro e pela Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação (SDI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), tendo como parceiros a agência de cooperação técnica alemã GIZ, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI) por meio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O projeto ainda conta com o apoio do Banco Mundial.

Em todo país, a expectativa é atender cerca de 4 mil propriedades rurais em vários estados brasileiros, em cinco anos, com o recurso de US$ 21 milhões (quase R$ 86 milhões) do Fundo de Investimento Climático (CIF), a serem disponibilizados por meio do Programa de Investimentos em Florestas (FIP).



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