Parte dos funcionários dos Correios do Triângulo e Alto Paranaíba adere greve por tempo indeterminado

Categoria quer impedir a redução dos salários e de benefícios, e é contra a privatização da estatal. Entre cidades que aderiram estão Uberlândia, Uberaba, Frutal, Araxá, Patos de Minas e Patrocínio. Serviço não foi comprometido, segundo sindicato.


Por G1 Triângulo e Alto Paranaíba em 11/09/2019 às 10:42 hs

Parte dos funcionários dos Correios do Triângulo e Alto Paranaíba adere greve por tempo indeterminado
Direção dos Correios informou ter participado de encontros com os representantes dos trabalhadores p

Assim como em outros estados do país, parte dos funcionários dos Correios do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba deflagrou greve por tempo indeterminado na noite de terça-feira (10).

Na área de abrangência do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios e Telégrafos de Uberaba e Região (Sintect-URA), segundo informou o presidente presidente Wolnei Cápolli, são cerca de 1.600 funcionários dos Correios em 156 cidades, entre elas, Uberaba, Uberlândia, Araxá, Patos de Minas, Ituiutaba, Patrocínio, Araguari e Frutal.

Ele também explicou que ainda não há um número exato de trabalhadores – a maioria carteiros – que paralisaram as atividades. E acrescentou que os serviços não foram comprometidos.

 

"Os serviços nas cidades da área de cobertura do Sintect-URA estarão normais, mas não estarão fluindo como normalmente flui, pois a intenção da greve é gerar um impacto e estamos brigando para não perdemos nossos direitos".

 

Disse ainda que, por lei, por se tratar de um serviço essencial, existe um quantitativo mínimo que obrigatoriamente tem que trabalhar. "Estamos aguardando o quantitativo ser estipulado por meio determinação judicial", afirmou.

G1 entrou em contato com os Correios, que informaram que ainda não tem os números de adesão à greve e se posicionaram sobre o assunto (veja a nota na íntegra abaixo).

 

Motivo da greve

 

O reajuste salarial de 0,8% é um dos principais pontos reclamados pela categoria, que também quer impedir a redução dos salários e de benefícios.

Os trabalhadores ainda querem a reconsideração quanto a retirada de pais e mães do plano de saúde, melhores condições de trabalho e outros benefícios.

Os funcionários também são contra a privatização da estatal, incluída no mês passado no programa de privatizações do governo Bolsonaro.

 

"A decisão foi uma exigência para defender os direitos conquistados em anos de lutas, os salários, os empregos, a estatal pública e o sustento da família", afirmou em nota a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect).

 

O presidente do Sintect-URA também explicou que, como a greve foi iniciada às 22h de terça, o sindicato ainda está recebendo informações sobre o movimento em outras cidades, porque nem todas pararam as atividades na totalidade e outras nem aderiram.

"Vamos fazer um levantamento ao final do dia sobre o que temos, e vamos reunir o comando de greve para fazer um balanço do trabalho do dia e planejar o dia seguinte", finalizou.

Nota dos Correios

 

"Esclarecemos que os Correios participaram de dez encontros na mesa de negociação com os representantes dos trabalhadores, quando foi apresentada a real situação econômica da estatal e propostas para o acordo dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado na ordem de R$ 3 bilhões. Mas as federações, no entanto, expuseram propostas que superam até mesmo o faturamento anual da empresa, algo insustentável para o projeto de reequilíbrio financeiro em curso na empresa.

 

No momento, o principal compromisso da direção dos Correios é conferir à sociedade uma empresa sustentável. Por isso, a estatal conta com os empregados no trabalho de recuperação financeira da empresa e no atendimento à população".



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